Nos Estados Unidos, uma prática tem se mostrado uma fonte de renda adicional para muitos cidadãos: a venda de plasma sanguíneo. Essa atividade, comumente chamada de doação, na verdade envolve pagamento aos participantes e se tornou rotina para milhares de pessoas, inclusive entre aqueles da classe média.
O plasma é o componente líquido do sangue, de cor amarelada. Ele é utilizado para a fabricação de diversos medicamentos que tratam doenças graves, incluindo problemas no sistema imunológico, doenças no fígado e desordens relacionadas à coagulação.
De acordo com o jornal The New York Times, aproximadamente 215 mil pessoas vendem plasma diariamente no país. Os doadores recebem, em média, valores entre US$ 60 e US$ 70 por cada sessão, o que equivale a cerca de R$ 314 a R$ 366.
Como as regras permitem que uma pessoa doe até duas vezes por semana, é possível acumular até US$ 600 em um mês. Convertido para a moeda brasileira, esse valor pode chegar a aproximadamente R$ 3,1 mil. Alguns centros de coleta ainda oferecem bônus para quem está doando pela primeira vez ou para quem mantém uma frequência regular nas visitas.
Para um número significativo de americanos, a receita obtida com a venda de plasma tem um destino específico. O dinheiro é frequentemente usado para cobrir despesas do dia a dia, como o abastecimento do carro, as compras no supermercado, contas médicas ou até mesmo para ajudar no pagamento da prestação da casa própria.
A atividade movimenta bilhões de dólares no país, impulsionada tanto pela necessidade financeira de parte da população quanto pela alta demanda médica global pelo plasma e seus derivados. A coleta é feita em centros especializados, onde o sangue é retirado, o plasma é separado e os outros componentes sanguíneos são devolvidos ao doador.
O processo é considerado seguro e regulado por órgãos de saúde, mas requer um tempo dedicado e pode causar cansaço. Apesar disso, para muitas famílias, essa tem sido uma alternativa importante para complementar o orçamento mensal e equilibrar as finanças pessoais em um período de pressão econômica.
