A Polícia Civil de São Paulo informou que o pai do falso médico preso no último final de semana também exerceu a profissão ilegalmente. De acordo com as investigações, ele atuava sem registro no Conselho Regional de Medicina (CRM) e atendia pacientes em um hospital particular na zona leste da capital.
O caso veio à tona após a prisão do filho, flagrado aplicando injeções em uma mulher na rua, em Mogi das Cruzes. As autoridades descobriram que o homem, de 58 anos, já havia sido denunciado por exercício ilegal da medicina em 2022, mas continuava atuando.
Segundo a polícia, ele usava documentos falsos para se passar por médico e chegou a realizar procedimentos como prescrição de medicamentos e aplicação de vacinas. A investigação aponta que ambos agiam em conluio, atendendo pacientes no mesmo hospital e utilizando os mesmos métodos para enganar as vítimas.
O hospital Jardim Helena, onde os dois trabalhavam, afirmou que está colaborando com as investigações e que já afastou os funcionários envolvidos. A unidade de saúde disse ainda que irá revisar seus processos de contratação para evitar novos casos.
A polícia continua apurando se outras pessoas foram atendidas pelos falsos médicos e se há mais vítimas. Até o momento, pelo menos 15 pacientes já procuraram a delegacia para registrar queixas contra a dupla. Os dois permanecem presos e podem responder por crimes como estelionato, falsificação de documentos e exercício ilegal da medicina.
